gabriela ou gabi tanto faz ela atende por qualquer um desses dois nomes,
é minha sobrinha, tem 4 anos, mora em Marília com seus pais, minha mae mor por la tb, pra ajudar minha irma...
Meu pais não mudou, continua igual, irritado, com mudanças de humor, e um jeito agressivo de falar quando esta irritado. por anos eu vivi com medo, medo dele, medo de agressões verbais e fisicas, cresci com esse medo. Medo de por exemplo, acordar ele, ser acordado durante a tarde ou a noite seria o bastante para gritos xingamentos e agressões físicas, e um mal humor que duraria horas talvez um dia todo.
E esse comportamento sempre foi assim, e sem niguem pra recriminar meu pai, cresci achando que o comportamento dele estava correto, e o meu em ter medo tb. medo que me ensinou a falar baixo, habito que levo comigo até hj, bem como a habiliade de andar sem fazer barulho, e não posso deixar de registrar aqui meu incrivel dom de nao ser notado. O que de fato foi uma habilidade muito valiosa. Se nao me nota não me agride, logo nao sinto dor,
Agora, temos Gabi, 4 anos, mora em um ambiente diferente, seus pais deixam bem claro qure a amam, e lembram disso o tempo todo, minha irma as vezes é um pouco rude, perde a paciencia com mais facilidade que meu cunhado e acaba por ser um pouco ríspida com minha sobrinha, mas nada que se compare a meu pai, imagino que o comportamento de minha irma seja um pouco da herança que coube a ela.
Gabi passou uma semana aqui em casa, foi muito bom ter ela aqui, e ao mesmo tempo foi algo torturador...
Ela nao viveu no ambiente que eu vivi, ela não nota os sinais, ela nem se importa com eles.
Meu pai nunca bateu na gabi, seus gritos e seu nervosismo não a afetam como me afetam, por não ter medo da dor fisica, e por nao temer agressoes, a agressividade passa desapercebida pra ela, para ela meu pai um senhor de quase 70 anos não é uma ameaça e sim, um velho rabugento.
Para mim ele tb é um velho rabugento, e os mesmos quase 70 anos que ele tem tem relevancia menor ainda, pois eu nao tenho mais 4 anos, tenho 30, diferente da gabi, eu realmente nao tenho nada a temer fisicamente, mesmo que me agrida não vai me machucar muito, e é claro posso me defender e até revidar, coisas que gabi aos 4 anos ainda nao pode fazer, mesmo meu pai tendo os quase 70 anos.
A tortura em questao é exatamente isso, a falta de medo de gabi, e o constante amedrontamento meu.
gabi nao tem medo, nao se entimida, não fala baixo, nao obedece, nao parece ter medo da consequencia das coisas que faz. que alias não são nada d+. Pra qualquer uma pessoa normal mas pra mim são erros atitudes que podem fazer um vulcão inativo soltar lava depois de seculos de calmaria, e a cada grito ou falaçao continua cada vez que ela desobedece o simples fato de nao saber falar baixo, me trás afliçao, a agonia de viver aflito, de pensar que a qualquer momento meu pai pode acordar gritando e batendo... algo que nao acontece a decadas mas isso nao importa, meu medo não é racional.
Medo, e o viver sobre o medo, viver em alerta, viver em aflição, a tortura de viver imaginando que a qualquer momento posso ser agredido é algo realmente poderoso e destruidor, me faz ser fraco, amedrontado, com o sentido de sobrevivencia sempre alerta, me faz sentir raiva em cada vez quer minha mae igualmente amedrontada pede em vão que gabi fale baixo, é como se a cada palavra falada em um tom mais alto, me deixa-se mais proximo de ser agredido machucado , como se a qulquer momento ela pudesse ser a cauaadora de forma nao intencional de um sofrimento fisico em mim, e nela tb, tenho medo que ele a agrida em um acesso de ravia, que nao acredito que possa acontecer mais nao acreditar nao me impede de ter medo...
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